1. A técnica da pintura pode ser aplicada em qualquer tipo de tecido?
Sim, desde que se retire toda a goma do tecido. Esta técnica só não é aconselhável em tecidos sintéticos. Os tecidos mais indicados são os de algodão, tais como: linho, cambraia de linho, cambraia de pele de ovo, organdi, popeline, tricoline, sacaria, americano cru, etc
2. Qual é o pincel ideal para cada tipo de tecido?
Para os tecidos de algodão mais grossos usa-se os pincéis de numeração variada, chatos e de cerdas duras. Para tecidos mais delicados como as cambraias, de um modo geral são recomendados os pincéis de numerações variadas, redondos e chatos, com cerdas macias.
3. Por que e como preparar os pincéis?
Geralmente os pincéis que estão à venda são específicos para pintura a óleo, que requer pincéis que espalhem a tinta pela tela. Já na pintura em tecido, a tinta deve se concentrar no pano e, portanto, o pincel não deve ter rebarbas. Além disso, trabalha-se quase todo o tempo com o pincel na vertical, o que demanda cerdas mais curtas para facilitar o trabalho. É por este motivo que se usa desbastar os pincéis dos dois lados, aparando em seguida as pontas das cerdas que estiverem desiguais. Existem outras maneiras de preparar os pincéis para realizar diferentes técnicas de pintura, como a apresentada na explicação do degradê.
4. Quais os pincéis ideais para dar acabamento?
São os pincéis redondos de pêlo de marta nas numerações O, 2, 4. 5.
5. O que é cola permanente e como é utilizada?
É uma cola que vai fixar o tecido numa superfície lisa. Deve ser passada com o auxílio de um pincel ou rolinho em uma tábua de madeira bem lisa ou placa de duratex, para que o tecido esteja bem fixo e esticado na hora de pintar. Esta base poderá ser usada, até que perca a aderência, quando então a cola deverá ser renovada.
6. Para quê servem os clareadores?
Como o próprio nome indica, eles servem para clarear a tinta e fazer o fundo da pintura. Deve-se usá-los com outras tintas, sempre em pequenas quantidades. Dica: Para que os detalhes do fundo fiquem mais brilhantes, é só fazê-los com tinta metálica diluída em clareador .
7. Como se faz o fundo em uma pintura?
Geralmente um fundo é utilizado para dar a idéia de profundidade em um trabalho. Usa-se a tinta mais concentrada sempre mais próxima à pintura, atenuando o tom gradativamente na medida em que se afasta do centro, para dar a idéia de profundidade. Este efeito de atenuar o tom se consegue misturando a tinta com o clareador ou diluindo-a com um pouco de água. Ele pode ser feito antes ou depois da pintura estar terminada. No primeiro caso (mais indicado para principiantes), deve-se tomar cuidado para o pincel não ficar muito molhado e escorrer na pintura. É também por este motivo que se deve deixar o trabalho secar na posição em que foi pintado. Na segunda hipótese, deixa-se a pintura secar completamente antes de fazer o fundo.
8. Como se faz os "batidinhos"?
Usa-se sempre a tinta branca juntamente com as cores desejadas, clareando nas pontas com o branco. Faz-se com pincel chato de baixa numeração, dando leves batidinhas. paí o seu nome. Dica: Tente fazer os batidinhos com um cotonete e surpreenda-se com o efeito. Pode-se ainda lixar a extremidade do cabo do pincel, obtendo assim "carimbos" para fazer miolos de flores.
9. Como se faz o degradê da pintura?
Fazer um degradê é passar de urna cor para outra de maneira suave, quase não dando para notar quando acaba urna e inicia a outra. Começa-se pelas cores ou tons mais claros e vai-se escurecendo gradativamente. Deve-se sempre imaginar um foco de luz sobre o modelo e clarear este ponto como se atingido pelo foco de luz. Pode-se usar o branco para dar mais luminosidade. Dica: Para fazer um degradê com facilidade, pode-se cortar os pincéis conforme a ilustração e trabalhar da seguinte forma: molha-se os pincéis retirando o excesso de água. A seguir, coloca-se o pincel na cor mais escura e retira-se novamente o excesso. Somente então se coloca a ponta do pincel na cor mais clara. As cerdas umidecidas espalharão a tinta mais claras e formarão o degradê.
10. Como se faz uma folha aquarelada?
Dissolve-se a cor branca mais o tom de verde desejado. A folha é formada com leves pinceladas, deixando algumas partes sem receber a tinta. Uma outra maneira, mais trabalhosa, mas de efeito bastante suave, é a seguinte: verter um pouco de água em um pires branco, colocando ao lado uma pequena quantidade da tinta a ser utilizada. Com a ponta do pincel, "puxa-se" a tinta aos poucos para a água, obtendo a aquarela. Usa-se pouca tinta, a fim de que a cor fique bem clara. Com o pincel seco, pega-se um mínimo de tinta aquarelada (para não molhar demais o tecido). Conservando o pincel na vertical, vá formando a folha. Este passo deve ser repetido quantas vezes forem necessárias até atingir o tom desejado, pois a sobreposição das camadas dá a cor, mas mantém a transparência. Com o pincel nº 2, faz-se o contorno com leves pinceladas de tinta não diluída. Obs.: Não esquecer de deixar algumas partes sem tinta.
11. Como transferir os riscos?
Depois de preparar a base com a cola permanente fixa-se o tecido e, com papel carbono, decalca-se o risco desejado com o auxílio de um lápis de ponta bem fina. Uma boa opção é usar o carbono de papéis de computador, pois não mancham tanto os trabalhos. De qualquer forma, pode-se ainda passar uma borracha bem macia e limpinha nos lugares que estiverem manchados. Dica: Para preservar os riscos, colocar por cima deles um plástico ou papel celofane e só depois riscar com lápis.
12. Como ampliar os riscos?
Pode-se usar uma fotocópia ampliada ou o método dos quadradinhos, da seguinte maneira: selecionar o trabalho desejado e fazer sobre ele, a lápis, uma trama quadriculada de 2cm X 2cm sobre toda a figura. Em um papel em branco, faz-se outra trama quadriculada com, por exemplo, 4cm X 4cm (se deseja dobrar o tamanho). Copia-se então com atenção o desenho dentro dos quadradinhos da trama. Da mesma forma pode-se diminuí-los; é só minimizar o tamanho da trama.
Sim, desde que se retire toda a goma do tecido. Esta técnica só não é aconselhável em tecidos sintéticos. Os tecidos mais indicados são os de algodão, tais como: linho, cambraia de linho, cambraia de pele de ovo, organdi, popeline, tricoline, sacaria, americano cru, etc
2. Qual é o pincel ideal para cada tipo de tecido?
Para os tecidos de algodão mais grossos usa-se os pincéis de numeração variada, chatos e de cerdas duras. Para tecidos mais delicados como as cambraias, de um modo geral são recomendados os pincéis de numerações variadas, redondos e chatos, com cerdas macias.
3. Por que e como preparar os pincéis?
Geralmente os pincéis que estão à venda são específicos para pintura a óleo, que requer pincéis que espalhem a tinta pela tela. Já na pintura em tecido, a tinta deve se concentrar no pano e, portanto, o pincel não deve ter rebarbas. Além disso, trabalha-se quase todo o tempo com o pincel na vertical, o que demanda cerdas mais curtas para facilitar o trabalho. É por este motivo que se usa desbastar os pincéis dos dois lados, aparando em seguida as pontas das cerdas que estiverem desiguais. Existem outras maneiras de preparar os pincéis para realizar diferentes técnicas de pintura, como a apresentada na explicação do degradê.
4. Quais os pincéis ideais para dar acabamento?
São os pincéis redondos de pêlo de marta nas numerações O, 2, 4. 5.
5. O que é cola permanente e como é utilizada?
É uma cola que vai fixar o tecido numa superfície lisa. Deve ser passada com o auxílio de um pincel ou rolinho em uma tábua de madeira bem lisa ou placa de duratex, para que o tecido esteja bem fixo e esticado na hora de pintar. Esta base poderá ser usada, até que perca a aderência, quando então a cola deverá ser renovada.
6. Para quê servem os clareadores?
Como o próprio nome indica, eles servem para clarear a tinta e fazer o fundo da pintura. Deve-se usá-los com outras tintas, sempre em pequenas quantidades. Dica: Para que os detalhes do fundo fiquem mais brilhantes, é só fazê-los com tinta metálica diluída em clareador .
7. Como se faz o fundo em uma pintura?
Geralmente um fundo é utilizado para dar a idéia de profundidade em um trabalho. Usa-se a tinta mais concentrada sempre mais próxima à pintura, atenuando o tom gradativamente na medida em que se afasta do centro, para dar a idéia de profundidade. Este efeito de atenuar o tom se consegue misturando a tinta com o clareador ou diluindo-a com um pouco de água. Ele pode ser feito antes ou depois da pintura estar terminada. No primeiro caso (mais indicado para principiantes), deve-se tomar cuidado para o pincel não ficar muito molhado e escorrer na pintura. É também por este motivo que se deve deixar o trabalho secar na posição em que foi pintado. Na segunda hipótese, deixa-se a pintura secar completamente antes de fazer o fundo.
8. Como se faz os "batidinhos"?
Usa-se sempre a tinta branca juntamente com as cores desejadas, clareando nas pontas com o branco. Faz-se com pincel chato de baixa numeração, dando leves batidinhas. paí o seu nome. Dica: Tente fazer os batidinhos com um cotonete e surpreenda-se com o efeito. Pode-se ainda lixar a extremidade do cabo do pincel, obtendo assim "carimbos" para fazer miolos de flores.
9. Como se faz o degradê da pintura?
Fazer um degradê é passar de urna cor para outra de maneira suave, quase não dando para notar quando acaba urna e inicia a outra. Começa-se pelas cores ou tons mais claros e vai-se escurecendo gradativamente. Deve-se sempre imaginar um foco de luz sobre o modelo e clarear este ponto como se atingido pelo foco de luz. Pode-se usar o branco para dar mais luminosidade. Dica: Para fazer um degradê com facilidade, pode-se cortar os pincéis conforme a ilustração e trabalhar da seguinte forma: molha-se os pincéis retirando o excesso de água. A seguir, coloca-se o pincel na cor mais escura e retira-se novamente o excesso. Somente então se coloca a ponta do pincel na cor mais clara. As cerdas umidecidas espalharão a tinta mais claras e formarão o degradê.
10. Como se faz uma folha aquarelada?
Dissolve-se a cor branca mais o tom de verde desejado. A folha é formada com leves pinceladas, deixando algumas partes sem receber a tinta. Uma outra maneira, mais trabalhosa, mas de efeito bastante suave, é a seguinte: verter um pouco de água em um pires branco, colocando ao lado uma pequena quantidade da tinta a ser utilizada. Com a ponta do pincel, "puxa-se" a tinta aos poucos para a água, obtendo a aquarela. Usa-se pouca tinta, a fim de que a cor fique bem clara. Com o pincel seco, pega-se um mínimo de tinta aquarelada (para não molhar demais o tecido). Conservando o pincel na vertical, vá formando a folha. Este passo deve ser repetido quantas vezes forem necessárias até atingir o tom desejado, pois a sobreposição das camadas dá a cor, mas mantém a transparência. Com o pincel nº 2, faz-se o contorno com leves pinceladas de tinta não diluída. Obs.: Não esquecer de deixar algumas partes sem tinta.
11. Como transferir os riscos?
Depois de preparar a base com a cola permanente fixa-se o tecido e, com papel carbono, decalca-se o risco desejado com o auxílio de um lápis de ponta bem fina. Uma boa opção é usar o carbono de papéis de computador, pois não mancham tanto os trabalhos. De qualquer forma, pode-se ainda passar uma borracha bem macia e limpinha nos lugares que estiverem manchados. Dica: Para preservar os riscos, colocar por cima deles um plástico ou papel celofane e só depois riscar com lápis.
12. Como ampliar os riscos?
Pode-se usar uma fotocópia ampliada ou o método dos quadradinhos, da seguinte maneira: selecionar o trabalho desejado e fazer sobre ele, a lápis, uma trama quadriculada de 2cm X 2cm sobre toda a figura. Em um papel em branco, faz-se outra trama quadriculada com, por exemplo, 4cm X 4cm (se deseja dobrar o tamanho). Copia-se então com atenção o desenho dentro dos quadradinhos da trama. Da mesma forma pode-se diminuí-los; é só minimizar o tamanho da trama.
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